MURAL
No dia 20 de Outubro, dia da cidade da Covilhã, foi inaugurado o Mural alusivo ao Peso da Lã, o terraço do Clube União da Covilhã. Que pode ser visitado pela população.
HISTÓRIA MURAL
Numa viagem aos tempos passados da cidade da Cidade Neve e áquilo que lhe atribuiu prestígio e notoriedade – a Indústria de Lanifícios – esta composição pretende aludir a essa mesma atividade, aos seus protagonistas e à paisagem montanhosa (caraterística da Covilhã) que lhe serve de cenário e, ainda, atribuir à Lã a função de elo de ligação entre o passado e o presente. Iniciando a leitura pelos elementos figurativos do passado, que se distinguem da restante composição pelas suas cores neutras, destacam-se em primeiro plano 4 personagens, sendo essas um pastor, uma operária, um senhor responsável pela fiscalização e finanças (após o peso da lã) (1) e uma segunda operária, da esquerda para a direita, respetivamente. Servindo de fundo às anteriores, temos uma Fábrica de Lanifícios; no canto inferior direito encontramos parte de uma folha de um Livro da Razão utilizado pelos responsáveis do registo e da faturação da venda da lã; à esquerda das figuras situa-se o meio de transporte da lã, um carro puxado por bois. Nos restantes elementos do Mural, podemos observar a introdução de uma paleta de cores variada, visto que os mesmos são representativos do passado, mantendo-se presentes na Covilhã moderna. Na parte superior esquerda, temos a Serra da Estrela que é o Ex-Libris da Cidade e, mais abaixo, o seu emblemático rio Zêzere passando nos campos onde se desenvolve a atividade pastorícia, da qual provém a matéria-prima para a Industria dos Lanifícios. Para além disso, ainda nessa área deparamo-nos com um novelo de lã em destaque que se funde com o cenário, com a sua coloração e do qual sai um fio que percorre e envolve toda a composição. Na encosta da Serra, observa-se a paisagem da cidade que se prolonga pelo mural. Por fim, num segundo plano em relação à folha do Livro da Razão, está representado de forma pormenorizada, o processo de produção de um tecido, à semelhança do que era feito nos teares manuais; e mais atrás destacam-se os carrinhos de linhas de cores variadas (cones, canelas). Este painel mural foi pintado em 3 semanas, pelos alunos da turma B, do 12º ano, do curso geral de Artes, da Escola Secundária Campos Melo, sob a orientação dos trabalhos pelos Docentes João Boléo de Matos e Silva e Colaboradora Ana Cristina Matos Lopes Fidalgo. Ana Patrício, Clara Bueno, Cristóvão Ribeiro, Fátima Nunes, Helena Santos, Inês Lourenço, Ingrid Mazére, José Pedro Leitão, Júlia Nascimento, Lara Marques, Mariana Poeta, Marlene Miranda, Neuza Silvestre e Vasco Marrocano. Outubro 2021 (1) – Daqui a designação e atribuição do nome desta rua, Rua Peso da Lã.